quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Como prevenir e lidar com o plágio na escola


Acusar alguém de plágio é coisa séria. Não há nada mais agressivo para um autor do que ter sua autenticidade questionada legalmente. Plágio é crime e pode criar muitas complicações jurídicas, entretanto, não há pena que se equipare ao principal dano que a acusação parece causar: A anulação da autoria decorrente de uma infração do princípio composicional supremo da produção artística moderna - A originalidade.
O comprometimento artístico com o “novo” pode parecer à primeira vista algo inerente à criação artística. Quando adotamos uma visão panorâmica da produção literária através dos séculos, por exemplo, nos questionamos sobre como a literatura pôde ir de Homero até Oswald de Andrade, sobre como podem existir tantos gêneros, sobre como dentro de cada gênero os autores puderam criar coisas tão diferentes. A literatura aparece, historicamente, como um objeto em constante renovação, mas isso não significa que tenha como preceito essa espécie de superação de uma forma anterior a que chamados originalidade.
A originalidade não foi desde sempre encarada positivamente dentro do meio artístico, ela só começa a ser um critério de valor a partir do Romantismo, no século XVII. Os autores românticos foram os primeiros a questionar o sistema linguístico como forma de representação, pois por ser um sistema autônomo e externo ao sujeito, era entendido como insuficiente para expressar a subjetividade, e pressupunha portanto um movimento eterno de constante superação. A originalidade presente na produção criativa do “gênio” passou a ser vista como a melhor forma de representar o sujeito, pois a produção original, que se renova a cada obra, é a que mais se aproxima do processo de constante transformação do espírito.
Desnaturalizar a ideia de autoria e originalidade é bastante importante para entender como lidar com casos de plágio na escola. Esta exigência para com os alunos, que não se manifesta apenas na sua produção literária, como em todas as áreas da vida: “Você vai precisar ser criativo para arrumar um bom emprego”, “precisa dizer coisas diferentes para se sobressair” etc, acaba criando uma expectativa muito grande da criança para com a sua produção escrita.
O exercício de redação está na maioria das vezes associado à leitura de obras literárias canônicas, e dependendo de como o professor mediar a proposta da escrita, as crianças podem se sentir pressionadas pelos dois extremos da produção artística: tanto o de reproduzir uma obra modelar, quanto o de criar algo totalmente novo.
É preciso então que o professor tente balancear esses dois lados, desconstruindo tanto a figura do gênio quanto a do “copista”. Um bom jeito de fazer isso é não focar o as aulas de literatura na grandiosidade de um autor isoladamente, mas sempre buscar trazer os dois lados da moeda: tradição e ruptura. Questões como: “Quem veio antes dele?” “Com que obra este livro estabelece diálogo?” “O que estava acontecendo na sociedade da época?” ajudam o aluno a entender o autor como produto (não mecânico, é claro) de uma realidade social, e desmistificam as assustadoras ideias de “dom” e “talento” capazes de travar a escrita.
Este debate é importante tanto na prevenção quanto na maneira de lidar com casos de plágio quando eles ocorrem. O plágio é, sobretudo, um fruto da contradição entre a necessidade desesperada de ser original e um paralisante sentimento de incompetência criativa. Não adianta simplesmente condenar os alunos ética e moralmente, é preciso tentar combater o mal pela raiz, buscando na própria metodologia de ensino de literatura e produção escrita os fatores que podem levar as crianças e este tipo de prática.
Uma outra forma de trabalhar com essa questão é oferecendo aos alunos outras maneiras de lidar com a tradição literária, propondo atividades com citação, paráfrase e paródia, por exemplo. Exercícios que, além de estimular na produção escrita um diálogo consciente entre tradição e originalidade, ajuda o professor a distinguir os casos de plágio daqueles em que há uma tentativa de intertextualidade intencional por parte dos alunos.


  Citação
A citação consiste em fazer uma menção direta a algum texto, frase ou expressão transcrevendo o trecho na íntegra. A citação exige que o redator identifique o autor e algumas informações sobre a obra ou o discurso, explicitando a fonte consultada. Citações são muito utilizadas em textos acadêmicos, pois os autores em geral se esforçam para articular suas próprias ideias com a bibliografia já existente sobre o tema. É muito comum também em artigos jornalísticos encontrarmos frases transcritas do modo como foram proferidas para dar credibilidade à argumentação.
Exemplo: Em seu texto “Crítica e Sociologia”, o primeiro do livro Literatura e Sociedade, Antonio Candido escreve:
O problema desta é diverso, e pode ser ilustrado por uma questão formulada por Lukács no início da sua carreira intelectual, antes de adotar o marxismo, que o levaria a concentrar-se por vezes demasiadamente nos aspectos políticos e econômicos da literatura. Discutindo o teatro moderno, estabelecia em 1914 a seguinte alternativa: "O elemento histórico-social possui, em si mesmo, significado para a estrutura da obra, e em que medida?" Ou "seria o elemento sociológico na forma dramática apenas a possibilidade de realização do valor estético (…) mas não determinante dele?".1
Podemos notar então que primeiramente a citação é contextualizada, depois transcrita entre aspas, e por fim, referenciada formalmente numa nota de rodapé.
Paráfrase
Segundo o Houaiss, paráfrase é uma “maneira diferente de dizer algo que foi dito”. Ainda que esta definição seja pouco precisa, ela dá da principal característica da paráfrase: a reformulação de textos anteriores.
Em um artigo de opinião, por exemplo, é muito comum usar paráfrases para se referir a assuntos, discursos e textos sem o rigor da citação formal. É preciso tomar cuidado para que a reformulação não altere significativamente o conteúdo a que o autor deseja se referir.
Exemplo:
O presidente afirmou: “Tomarei as devidas providências para resolver o caso até novembro”

Paráfrase:
O presidente assumiu o compromisso de resolver o problema até o mês de novembro.

Paródia
A paródia é um texto que busca estabelecer estruturalmente o diálogo com outro(s). Em geral, apropria-se da forma do texto de base para modificar o seu conteúdo, processo que muitas vezes tem por finalidade a desconstrução e crítica da obra a que se refere.
Exemplo:
Original

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossos campos tem mas flores."
(Canção do Exílio, Gonçalves Dias)

Paródia
"Minha terra tem palmares onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá"
(Oswald Andrade)

Orientações para elaboração do PDE-interativo


1ª reunião – Análise dos rendimentos do ano anterior, destacando:

a) desempenho - aqui verificam-se as taxas, percebem as séries mais críticas em relação à reprovação, abandono, distorção. Vejam as disciplinas mais críticas.
b) gestão - vejam situações ligadas a gestão. Reflitam: se as taxas estão baixas, se existem vários problemas... Como está o planejamento, as aulas, sempre perguntando, tentando descobrir as causas e os problemas. Será que estamos conseguindo alcançar os resultados que esperamos? Se a resposta for não. Então se pode afirmar que um dos problemas que devem aparecer aqui é exatamente: gestão ineficaz. (veja bem, não estou aqui dizendo que o gestor não é eficiente, não se trata da pessoa. gestão é ADMINISTRAÇÃO, É TODO O CONJUNTO DE PROCESSOS. PORTANTO, SE NÃO ESTÃO 100% É PORQUE A GESTÃO ESTÁ INEFICAZ.
c) qualificação técnica - observe aqui se os profissionais tem habilidades e estão qualificados em gestão.
E por fim, destas situações que vocês encontraram nas letras A, B e C, selecionem quais vocês pretendem atacar. (lembrete: não pense ainda em solucionar os problemas, estamos apenas descobrindo quais são eles).
Neste momento, já deve ser entregue o anexo 1 do instrumento 1 abaixo para que os professores preencham. Oriente-os a pensar nos alunos e o que eles precisam para melhorar. Não dá para escrever qualquer coisa, deve-se pensar realmente em ações que podem dar certo e que tenham sentido. Não importa se esse professor não vai está na escola ano que vem, o que estiver irá dar continuidade.


INSTRUMENTO DO PROFESSOR

ANEXO I DO INSTRUMENTO 1 – Diagnóstico das Dificuldades de Aprendizagem dos Alunos, por Série

Como fazer:
·        O professor identifica as principais dificuldades de aprendizagem apresentadas pelos seus alunos (de cada série e turma). Para cada dificuldade, listar as prováveis causas e as sugestões de ações para superá-las.
·        Este Anexo deverá ser preenchido por cada professor. O professor responderá um formulário específico para cada turma que atua e entregará os formulários respondidos ao Coordenador do PDE.
·        O Grupo de Sistematização do PDE analisará as informações passadas por cada professor da escola, priorizando os problemas mais críticos, suas causas e ações propostas no Quadro 2 da Síntese da Auto-avaliação.
·        As dificuldades identificadas, causas e ações propostas pelos professores subsidiarão a elaboração de Metas e Ações dos Planos de Ação do PDE da escola.


APRENDIZAGEM
DIFICULDADES DOS ALUNOS
PROVAVÉIS CAUSAS DAS DIFICULDADES APRESENTADAS PELOS ALUNOS
SUGESTÕES DE AÇÔES
Defasagem de conteúdo












Leitura e escrita












Operações Matemáticas

















Nome do Professor:
Avaliação dos Alunos da Série:
Turma:                                      


2ª reunião – Preenchimento do instrumento 2

 Após responder todo o instrumento 2, observe o quadro A.  Ele vai mostrar de maneira bem prática, os critérios mais críticos de sua escola. Observem quais os que estão com o percentual mais baixo. São os mais críticos.
Em seguida, no quadro B, observem novamente o instrumento e tirem de cada critério, os 3 requisitos mais críticos, selecionando as características mais críticas. DICA: veja quais os que tem a pontuação mais baixa. Veja também qual característica que sendo atacada soluciona as demais, isso facilita a escolha.
O quadro C, é o resumo do B. NELE VOCÊS SELECIONAM O CRITÉRIO: ENSINO APRENDIZAGEM, RESULTADOS E UM TERCEIRO A SUA ESCOLHA (OBSERVANDO QUAL O MAIS CRÍTICO DELES, O QUADRO A, MOSTRA BEM).
O QUADRO C, NASCE DO B. então é só olhar os critérios que selecionaram aqui no C, e dos 3 requisitos que estavam no quadro B, selecionem apenas dois. Das 3 características que estavam no quadro B, selecionem apenas duas.
A DICA É: O QUE APARECE NO QUADRO B e C SÃO AS SITUAÇÕES INDESEJADAS, OU SEJA, O QUE NÃO VAI BEM NA ESCOLA. PORTANTO, SE APARECE NESSES QUADROS O CURRICULO ARTICULADO, SIGNIFICA QUE ESSE CURRICULO ESTÁ DESARTICULADO. PERCEBE? TENHAM ESSE OLHAR. O QUE MOSTRAM OS QUADROS B e C, SÃO AS SITUAÇÕES INDESEJADAS.
O INSTRUMENTO 3. Observem as fraquezas da escola. Elas são consideradas situações indesejadas também.


3ª reunião – análise do instrumento 1 e 2- síntese

SÍNTESE DA AUTO-AVALIAÇÃO
Peguem as 3 fichas resumo. Olhem tudo que vocês percebem como situação indesejada. Façam uma grande lista delas numa folha de papel.  Em seguida, peguem outra folha e analisem dessas situações, quais são problemas e quais são as causas. Dependendo da situação, há momentos que uma coisa é problema, mas também é causa de outro problema. Certo? Então, quanto mais causas encontrarmos, melhor, pois são elas que vão atacar.
Nessa folha dividam assim:
Problemas
Causas







A principio, a lista de problemas fica grande, depois num segundo olhar, vocês percebem que aquele problema está causando o outro, então, tirem da coluna de problemas e coloquem como causa. Uma dica: vejam logo os problemas de reprovação em quais séries... e o de gestão ineficaz. Vocês logo perceberão que quase todas as situações, são causas de um ou de outro. Muito bem, após o diagnóstico feito, já montada a visão estratégica, é hora de pensar no plano de suporte estratégico. Como selecionar os objetivos? Fácil. Olhem para a síntese da auto-avaliação e vejam os problemas que colocaram e quais critérios eles correspondem.  Exemplos:

Exemplo
Problema
Critério
Objetivo
1.
Alto índice de reprovação no ano----.
Resultados
Melhorar o desempenho dos alunos
2.
Gestão ineficaz
Gestão de processos
Implementar a gestão
3.
Metodologia inadequada
Ensino e aprendizagem
Melhorar as práticas pedagógicas


  4ª reunião – Montagem dos planos de ação.

Pronto, depois de definidos os objetivos (veja como são amplos).
Definam as estratégias e metas.
Os objetivos nos dizem: O QUE VAMOS FAZER.
As estratégias dizem: COMO VAMOS FAZER.
E as metas dizem: QUAL O RESULTADO QUE QUEREMOS ALCANÇAR.
EXEMPLO:
OBJETIVO: O QUE VAMOS FAZER?
RESPOSTA: 1. MELHORAR O DESEMPENHO DOS ALUNOS
ESTRATÉGIAS: COMO VAMOS FAZER?
RESPOSTAS:
1.1 CONCENTRAR ESFORÇOS NAS SÉRIES E DISCIPLINAS CRÍTICAS
1.2 IMPLANTAR METODOLOGIAS INOVADORAS

METAS: QUAIS OS RESULTADOS QUE QUEREMOS ALCANÇAR E QUANDO:
1.1CONCENTRAR ESFORÇOS NAS SÉRIES E DISCIPLINAS CRÍTICAS
Respostas:
1.1.01 – Aumentar o índice de aprovação na série.... de ....% para ....
1.1.02 – Aumentar o índice de aprovação na disciplina .................................... de ....% para ....%
1.1.03 – Diminuir o índice de abandono de ....% para .....% na série......

1.2 IMPLANTAR METODOLOGIAS INOVADORAS

Respostas:
1.2.01 Implementar a proposta pedagógica.
1.2.02 Implantar um sistema de projetos interdisciplinares na escola.

Pronto: a partir daí, cada meta nossa compreenderá um plano de ação para que consigamos os resultados que nossa meta diz que quer alcançar.
Nesse exemplo, temos 5 metas, portanto, seriam 5 planos de ação.
Lembre-se, pensem em TODAS AS AÇÕES NECESSÁRIAS PARA O ALCANCE DAS METAS. APROVEITEM TODO O RECURSO QUE A ESCOLA RECEBE PARA AJUDAR NO ALCANCE DAS METAS.
Querem melhorar o índice de reprovação? Pensem. O que querem fazer?
Capacitar professores?
Implantar projetos? Que materiais precisam para esses projetos?
Fazer um cantinho de leitura? Que matérias precisam pra isso?
Fazer feiras, gincanas, aulas-passeio? O que precisam para isso?
Que materiais precisam para sala de aula? Para melhoras as aulas?
Organizar os processos? Que materiais precisam? Que mobiliários precisam

CICLO DE GESTÃO

O MEC, juntamente com a Secretaria de Estado de Educação e Esporte, ofereceu às escolas a oportunidade de participar de 3 oficinas, importantes para o trabalho da escola.


As escolas receberam este cartaz e dois selos de participação. Falta receber o último que será enviado pelo MEC.